News · A Basis mostra o raciocínio do agente no ecrã para que os contabilistas o possam rever

Jul, 29Leitura de 4 min
Frontend

A Basis mostra o raciocínio do agente no ecrã para que os contabilistas o possam rever

A startup de contabilidade automatizada construiu o seu produto em torno da apresentação de pressupostos, fontes de dados e níveis de confiança — não apenas da automação da tarefa.

O lançamento contabilístico é a interface, não a automação

A Basis descreve um momento concreto do seu produto que revela onde foi feito o verdadeiro trabalho de engenharia. Quando um contabilista vê um lançamento contabilístico preparado pelo sistema, não vê apenas o lançamento. Vê uma explicação sobre que dados foram usados, porque foram mapeados dessa forma e qual é o grau de confiança do sistema na sua recomendação.

Essa é uma decisão de frontend tanto quanto uma decisão de modelo. A empresa construiu agentes que "partilham contexto através de uma camada central, expondo pressupostos, fontes de dados e a lógica por detrás de cada decisão". Em contabilidade, um resultado que não se pode inspecionar é pior do que nenhum resultado, e a Basis afirma o princípio sem rodeios: a automação só é verdadeiramente útil se for revisável.

Tudo o que fazemos depende do raciocínio. É por isso que os modelos da OpenAI, especialmente o GPT‑5, são tão importantes. Ao escalar a computação em tempo de inferência muito além do que os modelos anteriores conseguiam suportar, mantendo ao mesmo tempo o raciocínio do modelo exposto, conseguimos apresentar explicações que dão aos clientes visibilidade e controlo sobre o que está a acontecer.Montana Labs

A palavra importante aqui é exposto. Um modelo que raciocina bem internamente não é suficiente para este produto; o raciocínio tem de poder ser extraído e apresentado a um revisor humano. Essa restrição define o que a interface pode prometer.

Confiança e proveniência como elementos de primeira classe da interface

A maioria das demonstrações de agentes mostra um resultado. A Basis mostra também o percurso do raciocínio: os materiais de apoio revistos, os dados obtidos, o contexto partilhado e as boas práticas consultadas, e os subagentes coordenados para produzir o trabalho. Para o contabilista, a superfície de decisão é uma cadeia de evidências, não um veredicto.

É por isso que a Basis descreve a sua trajetória como uma passagem "da automação de tarefas para uma verdadeira delegação de fluxos de trabalho". A delegação só funciona se quem recebe a tarefa conseguir justificar o seu trabalho. O sinal de confiança associado a cada recomendação permite que uma pessoa decida onde concentrar a atenção de revisão — que lançamentos aceitar rapidamente e quais examinar com mais cuidado.

Foi a chamada de funções que fez esta evolução passar de proposta a ação. A Basis nota que esta permitiu aos agentes "concluir processos de várias etapas, como reconciliações e lançamentos contabilísticos, e não apenas propô-los". A interface tem de representar claramente ambos os estados: o trabalho já feito pelo agente e o trabalho que aguarda aprovação humana.

A explicabilidade é um critério de encaminhamento, não uma reflexão tardia

Por trás da interface, a Basis utiliza uma arquitetura multiagente em que um agente supervisor — inicialmente baseado no o3, agora migrado para o GPT‑5 — encaminha as etapas para subagentes especializados com base na tarefa, complexidade, latência e tipo de input. Interações críticas em termos de velocidade, como perguntas de esclarecimento a meio da revisão, são atribuídas ao GPT‑4.1; classificações ambíguas e o fecho de fim de mês são atribuídos ao GPT‑5.

Um ponto relevante para quem constrói uma interface orientada para a revisão: a Basis avalia os modelos pela clareza com que explicam o seu raciocínio, não apenas pela precisão. Esses testes decidem "tanto em que modelos confiar para cada tarefa como quando os agentes podem assumir novos fluxos de trabalho em segurança". A explicabilidade é tratada como uma capacidade mensurável que condiciona a implementação, o que significa que a promessa de revisibilidade do frontend é garantida a montante, na escolha do modelo.

A empresa relata ainda que o GPT‑5 obteve uma taxa de sucesso perfeita de 100% no seu teste de chamadas de ferramentas em paralelo, com o interpretador de código e a pesquisa na web ativados. As chamadas de ferramentas em paralelo permitem que um único fluxo de trabalho coordene várias ações estruturadas — que a superfície de revisão depois tem de reunir numa única explicação coerente e inspecionável para o contabilista.

O que a superfície revisável realmente traz a estas empresas

O resultado relatado é uma poupança de tempo média até 30% nas grandes empresas de contabilidade dos EUA que a Basis afirma apoiar, com essas empresas a "continuar a expandir as responsabilidades dos agentes à medida que a confiança aumenta". Essa última parte é o mecanismo-chave. O âmbito de atuação expande-se em função da confiança demonstrada, e a confiança depende do que a interface permite aos contabilistas verificar.

A implicação concreta é que, em fluxos de trabalho profissionais de alto risco, a fronteira do produto não é a autonomia — é a qualidade da superfície de revisão. A Basis não venceu por esconder o modelo; venceu por apresentar o raciocínio, a proveniência e a confiança do modelo de uma forma que o contabilista pode aceitar ou rejeitar. Quando o modelo subjacente melhora, os agentes assumem mais responsabilidades, mas só porque a camada de explicação torna cada expansão auditável. Para as equipas que estão a integrar agentes em trabalhos regulados ou sujeitos a responsabilização, é isso que vale a pena replicar: construir primeiro a interface de revisão e deixar que seja ela a determinar até onde o agente pode ir.

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