News · A Plataforma de Agentes Gemini Enterprise da Google reúne o Vertex AI, modelos de terceiros e uma porta de entrada partilhada numa única superfície de construção

Apr, 224 min de leitura
Frontend

A Plataforma de Agentes Gemini Enterprise da Google reúne o Vertex AI, modelos de terceiros e uma porta de entrada partilhada numa única superfície de construção

O Google Cloud Next '26 apresentou uma plataforma para programadores onde a construção, o ajuste, a segurança e o DevOps de agentes convivem no mesmo espaço — e onde a aplicação Gemini Enterprise é posicionada como o ponto de entrada para os colaboradores.

O que a Google juntou, na prática

A Google descreve a Plataforma de Agentes Gemini Enterprise como uma plataforma única para programadores, destinada a construir, escalar, governar e otimizar agentes. O movimento concreto é a consolidação: os serviços de construção e ajuste de modelos já existentes no Vertex AI passam a estar reunidos com novas funcionalidades de integração de agentes, segurança e DevOps, tudo sob o mesmo teto.

Esta abordagem é relevante porque trata o agente como algo com um ciclo de vida, e não como uma demonstração pontual. Construção, governação e otimização são apresentadas como fases distintas, e o DevOps é mencionado explicitamente. A Google está a posicionar os agentes como software em produção, que exige a mesma disciplina de pipeline de qualquer outro serviço implementado.

O leque de modelos inclui a Anthropic, não apenas o Gemini

A plataforma dá acesso ao Gemini 3.1 Pro, ao Gemini 3.1 Flash Image (referido como Nano Banana 2) e ao Lyria 3. É de notar que também suporta os modelos Claude Opus, Sonnet e Haiku, da Anthropic. A Google está a oferecer modelos da concorrência dentro da sua própria plataforma de agentes.

Para uma equipa que desenha a camada de interface e de controlo em torno destes agentes, o suporte a múltiplos modelos altera a abstração sobre a qual se constrói. O encaminhamento, os mecanismos de recurso e a seleção de modelo por tarefa passam a ser preocupações centrais, em vez de um pressuposto de fornecedor único embutido na lógica do frontend.

A aplicação Gemini Enterprise como porta de entrada declarada

Além disso, a Plataforma de Agentes integra-se com a aplicação Gemini Enterprise, que funciona como a porta de entrada para a AI (mantém-se o acrónimo em inglês) de todos os colaboradores.Montana Labs

Este é o ponto sobre o frontend que vale a pena analisar com atenção. A Google está a nomear uma única aplicação como ponto de entrada universal para os colaboradores, com a plataforma de desenvolvimento a alimentá-la com agentes. Isto divide a superfície em duas camadas: uma equipa técnica que constrói e governa agentes na plataforma, e uma força de trabalho geral que interage com esses agentes através de uma única aplicação partilhada.

A fonte não detalha até que ponto a experiência disponibilizada aos colaboradores é personalizável ou fixa. Mas a arquitetura implícita — construir agentes na plataforma e expô-los através de uma porta de entrada comum — orienta o trabalho de interface para a integração e a governação, em vez de para interfaces autónomas e feitas à medida para cada agente.

A aposta específica: consolidação em vez de composabilidade

O fio condutor deste anúncio é uma proposta de balcão único: ajuste de modelos, integração, segurança e DevOps num só lugar, com uma porta de entrada designada para os colaboradores do outro lado. Para as equipas que avaliam onde construir, o compromisso é claro. Ganha-se um ciclo de vida coerente e acesso a múltiplos modelos; aceita-se a fronteira definida pela Google entre a plataforma de desenvolvimento e a aplicação Gemini Enterprise como o ponto de passagem obrigatório dos agentes até aos utilizadores.

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