News · A GPT Store da OpenAI abre com 3 milhões de GPTs personalizados e um plano de receitas ainda inacabado
A GPT Store da OpenAI abre com 3 milhões de GPTs personalizados e um plano de receitas ainda inacabado
Dois meses depois do lançamento dos GPTs, a OpenAI adiciona uma superfície de descoberta, um processo de revisão e um programa de pagamentos a criadores com critérios ainda por definir.
De 3 milhões de criações privadas a um catálogo com classificação
A OpenAI afirma que os utilizadores criaram mais de 3 milhões de versões personalizadas do ChatGPT nos dois meses seguintes ao lançamento dos GPTs. A GPT Store é a resposta à pergunta óbvia que se segue: como é que alguém encontra os úteis entre três milhões.
A loja é lançada primeiro para utilizadores ChatGPT Plus, Team e Enterprise em chatgpt.com/gpts. A descoberta está organizada de duas formas — um ranking comunitário dos GPTs populares e em tendência, e uma seleção editorial semanal. As categorias indicadas são DALL·E, escrita, investigação, programação, educação e estilo de vida.
Os primeiros GPTs em destaque vêm de parceiros reconhecíveis: AllTrails para recomendações de trilhos, Consensus a pesquisar 200 milhões de artigos académicos, o Code Tutor da Khan Academy, Canva para design, um GPT de recomendação de livros e o tutor Flexi da CK-12. Esta combinação indica o que a OpenAI quer que a loja represente — utilitários com marca de nomes conhecidos, e não apenas experiências de amadores.
Um filtro de publicação com revisão humana e automatizada
Para listar um GPT, o criador tem de o guardar como disponível para Todos, verificar um Perfil de Criador com um nome ou website verificado, e cumprir as políticas de utilização e as diretrizes de marca. Os GPTs partilhados apenas por link ficam fora da loja.
O requisito de verificação de identidade é relevante. Ao associar as listagens a um nome ou domínio verificado, a OpenAI atribui responsabilização a cada GPT público antes de este aparecer. Trata-se de uma fricção deliberada numa plataforma em que a barreira à criação é, de resto, quase nula — não é necessário programar.
A OpenAI descreve um novo sistema de revisão, sobreposto às medidas de segurança de produto já existentes, que combina revisão humana e automatizada, além de denúncias de utilizadores. Para um catálogo que escala para milhões, o nível automatizado é que faz o trabalho pesado; a revisão humana está presumivelmente reservada para casos-limite e recursos.
Um programa de receitas anunciado antes de existirem as suas regras
A OpenAI afirma que um programa de receitas para criadores de GPTs será lançado no primeiro trimestre, com os criadores nos EUA a serem pagos primeiro, com base no envolvimento dos utilizadores. A empresa acrescenta que vai "fornecer detalhes sobre os critérios de pagamento à medida que nos aproximarmos dessa fase".
No primeiro trimestre vamos lançar um programa de receitas para criadores de GPTs. Como primeiro passo, os criadores nos EUA serão pagos com base no envolvimento dos utilizadores com os seus GPTs.Montana Labs
Trata-se de um incentivo anunciado sem os seus mecanismos. Pagamentos baseados em envolvimento definem o jogo que os criadores vão otimizar, e a OpenAI está a pedir às pessoas que construam em função de um sistema de pontuação que ainda não publicou. O intervalo entre anunciar o programa e especificar os critérios é onde se vai decidir a confiança dos criadores — e o risco de manipulação do envolvimento.
Os controlos de workspace são a história empresarial
Juntamente com a loja pública, a OpenAI dá aos clientes Team uma secção privada que contém GPTs publicados apenas para o seu workspace. O Enterprise obtém controlos de administração que vão mais além: escolher como os GPTs internos são partilhados e quais os GPTs externos permitidos dentro da empresa.
A OpenAI afirma também que as conversas com GPTs nos planos Team e Enterprise não são utilizadas para melhorar os seus modelos — a mesma postura de dados que aplica em todos esses planos.
A implicação para as equipas aplicadas: a GPT Store são dois produtos com um só nome. O ranking público é um mercado de consumo que compete pelo envolvimento, enquanto o workspace privado com controlos de lista de permissões é a versão que as empresas vão realmente adotar. O catálogo de consumo fica com as manchetes, mas o controlo administrativo sobre quais os GPTs externos que podem correr dentro de uma empresa é o que determina se os GPTs chegam a entrar, ou não, em fluxos de trabalho regulados.
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